domingo, 20 de maio de 2012

Cisne encantador



Quando convidei esse lindo cisne para ser fotografado em meu estudio-toca-de-lobomau minha intenção era óbvia... Maligna...
 
Mas eis que no meio da sessão de fotos surge o seguinte diálogo:

"Ernesto, você fotografa muito legal"

"Brigadu"

"Meu noivo vai gostar das fotos"

"Ãhh? Quem?" (já murchando as orelhas de lobo)

"Meu noivo. Não sabia que tenho um noivo?"

"Ah... Não... Desculpe!"

"Desculpar o que?"

"Nada, nada, nada..."

sábado, 31 de março de 2012

Na minha toca...


Foto clicada aquí no estudio do meu apartamento.

Estudio esse que tambem é conhecido como Toca do Lobomau, cenário de perenes efervescências e múltiplas devoções...

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Lin


Não tenho encontrado muito tempo para fazer atualizações de fotos aquí no blogspot...

Por enquanto fiquem com essa foto clicada aquí no meu estudio caseiro, antro de saudáveis vícios e irremovíveis perdições...

 Cliquem na foto para vê-la em tamanho maior...

domingo, 13 de novembro de 2011

Com um pé no passado


Fui uma criança que adorava livros e música. Uma das minhas leituras prediletas era o "Mundo Pitoresco", super antiga coleção de nove livros em pesado papel couché, meio devorados por traças, contendo descrições de países, características de povos exóticos, expedições de cientistas, aventuras de exploradores. Os livros apresentavam toscas fotos em branco e preto. Me lembro que os nativos e habitantes de longínquas regiões exibiam seus trajes típicos sempre com a mesma pose estática diante da camera. Afinal das contas os filmes fotográficos antigos não eram muito sensiveis, exigiam imobilidade do retratado pra não borrar.

Naquela época eu até mesmo tinha a minha galeria imaginária de tipos misteriosos e inesquecíveis que eu conhecia através do "Mundo Pitoresco": pescadores de pérolas do Reino do Sião, tocadores de flautas de Bagdá, mercadores de rua de Pequim, índios caçadores e encolhedores de cabeças do Alto Amazonas (os famosos e temíveis Jívaros), dançarinas folclóricas do Tirol italiano... e tantos outros...

Tudo isso incendiava a minha imaginação adolescente e me fazia sonhar com viagens a lugares estranhos sempre levando uma camera fotográfica. Bem, hoje em dia sou um fotógrafo amador e adoro fazer exatamente isso: viajar e fotografar. Ainda não fui a lugares tão longinquos quanto Sião ou Pequim, mas talvez eu ainda vá...

***

Então... quando viajo pra lugares diferentes sempre tenho aquelas antigas fotos em mente. Acho que é porisso que às vezes inconscientemente eu procuro recriá-las...

Foi o que aconteceu nesse caso acima. Eu estava numa fazenda colonial em ruinas, perdida no meio da Serra do Mar, na região de Cunha/RJ. O nome dele é Zé da Mata, ou Zé da Onça, não me lembro. Era o guia que me conduziu a cavalo pela floresta pra encontrar essa construção embolorada, escura e corroída pelo tempo. Eu disse que queria mandar uma foto dele pra National Geographic Magazine... ele não entendeu muito, mas acreditou, aceitou e eu cliquei...

O resultado que vocês vêem não é dos melhores pois trata-se de uma foto de papel em 10x15 que foi escaneada e posteriormente retocada com o Photoshop.

***

P.S.: o Reino do Sião (de onde vêm os antipáticos gatos siameses) corresponde hoje em dia à região da Tailândia, lá no extremo oriente do nosso planeta. Mas Sião é um nome muito mais bonito e sugestivo, não acham?

domingo, 23 de outubro de 2011

Paraty Antiga


Nossa! Essa imagem me faz lembrar os contos e fábulas medievais que eu lia quando criança! Justos e corajosos cavaleiros andantes, em armaduras reluzentes, implorando que a princesa jogasse os lindos cabelos pelo terraço, para que eles (os cabelos) servissem de corda... e escada. 

"Rapunzel, Rapunzel, joga suas tranças de mel..."

Interessante! Hoje eu noto claros significados sexuais (e até mesmo políticos) nessas histórias de principes correndo atrás de princesas. Mas quando criança eu só via justos ideais de libertação e amor desinteressados...

Eu estava errado antes? Ou estou errado agora?

Foto: esse meu clique mostra uma super antiga edificação de Paraty, cuja presença meus astutos olhos de lince só perceberam depois de umas 15 visitas à cidade...

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Restos Mortais



Essa é uma foto que cliquei numa fazenda colonial em ruínas, na região que fica entre RJ e MG. Era um dia frio, de chuva incessante, odores de mofo e sombras esquisitas.

Essa fazenda tem uma parte que ainda está ativa, produzindo cachaça (da boa) num alambique. Tem tambem passeios e programas bobos pra turistas otários.

Pra fotografar me fixei mais à parte podre e decadente dessa fazenda. Lá eram exibidos utensílios de épocas coloniais, restos de carroças, ferramentas e máquinas. Ou seja: eram os restos mortais daquilo que anteriormente tinha sido um sistema de produção capitalista, exuberante e poderoso,  mas agora jazendo nos cantos úmidos e esquecidos, em estado de decomposição...

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Dias...



Essa é uma foto que tirei em São João del Rey/MG, cidade que me cativou e quase me fez esquecer Paraty. Tambem me fez pensar em Florença, na Itália... Ok, o estreito canal que vemos aí de forma alguma nos lembra o orgulhoso rio Arno que banhou a florentina dinastia Medici, mas as construções coloniais nas imediações têm uma forte influência européia.

Descarreguei minhas mochilas num hotel que fica alí adiante, à direita, às margens do canal... e fiquei feliz vários dias!

Sim, vários dias feliz, ouvindo sinos de igrejas ao entardecer (agnósticos como eu tambem gostam disso!)... Dias vendo bandos de crianças ruidosas saindo despreocupadamente de suas escolas, sem nenhuma estúpida síndrome de super-hiper-mega-segurança... Dias sentindo o odor suave e despoluído de uma atmosfera culta e gentil, em todos os sentidos... Dias de relacionamentos educados e prazeirosos... Assim como a vida tem que ser!